6.3.12

Matadouro Municipal

Em 1845, na cidade de Itu/SP, o então vereador Sr. Manuel Martins de Mello propôs a criação de um Matadouro público, uma vez que antigamente, os animais eram abatidos em quintais de particulares. A indicação foi prontamente aprovada e, imediatamente, foi nomeada uma comissão responsável pela escolha do terreno, orçamento e construção. Compunham a comissão o próprio vereador Manuel Martins de Mello e José Manuel de Mesquita. Após algum tempo de pesquisas, foi um pasto localizado no Hospital dos Morféticos, o local escolhido para a construção. Finalmente, em 1849, inaugurou-se o primeiro Matadouro da cidade de Itu.
Segundo o historiador Francisco Nardy Filho, esse Matadouro não passava de um grande curral, com duas divisões, e um telheiro onde os animais eram abatidos. Embora rudimentar e em condições precárias de higiene, o local serviu por 37 anos.
Em Novembro de 1883, outra comissão de vereadores foi formada, para a escolha do local que abrigaria um novo Matadouro. Foi decidido que um terreno, situado na Chácara Piedade, de propriedade do Sr. Francisco Barreto de Souza, abrigaria o Matadouro. 
Após pagamento de 1:200$000 (um conto e duzentos mil réis), foi o Dr. Ramos de Azevedo, o responsável pelo projeto, planta e orçamento do novo local. 
A licitação aberta pela Câmara, a fim de financiar a construção, foi marcada por indecisões acerca das condições impostas pela Câmara Municipal, sendo o Sr. Josué Massagli, o vencedor da concorrência pública. Em 1886, sob a batuta do engenheiro e então vereador Dr. Francisco de Barros Jr., que fiscalizou as obras, foi inaugurado o novo Matadouro municipal.

Foto: Matadouro Municipal. Terreno da antiga Chácara Piedade. Década de 1950.
Fontes:  NARDY FILHO, Francisco. "A Cidade de Itu". Itu: Ottoni Editora, 2ª ed., vol.01, 2000.
             OLIVEIRA, Jair de. "Memória de Itu". Itu: Gráfica Gavioli, 2011.
          

5.3.12

A Greve dos carroceiros

No dia 30 de Agosto de 1885, ocorreu uma greve na cidade de Itu/SP. Tratava-se dos donos de carros de praça que, devido a publicação de um edital que tabelava os preços dos carros de aluguel, resolveram paralisar suas atividades.
A tabela de preços foi outorgada pelo então delegado de polícia da cidade, Dr. Joaquim Feliciano de Almeida e, além disso, impunha uma série de normas obrigatórias aos condutores dos antigos taxis (para utilizarmos aqui, uma terminologia contemporânea).
Entre as normas, uma que ordenava os cocheiros a andarem decentemente vestidos, calçados e com chapéus, além da pontalidade. Guiarem com cuidado e não maltratarem os animais, sob pena de multa de 5$000 (cinco mil réis) a 10$000 (dez mil réis), conforme a infração.
A greve durou seis dias e foi pacífica. Só teve fim quando o delegado aumentou em 500 réis os preços do tabelamento. Também flexibilizou as normas referentes ao vestuário, permitindo que o calçado poderia ser substituído por chinelos e o chapéu por uma carapuça.
Nessa época, havia em Itu cinco carros de aluguel e três trolles, pertencentes a Nhô Dorico, Nhô Gica Dias, Mimi Balduíno e Juquinha de Assis.

Fonte: NARDY FILHO, Francisco. "A Cidade de Itu". Itu: Ottoni Editora, 2ª edição, vol.04, 2000.

Museu Republicano "Convenção de Itu"

Criado pela Lei nº 1.856, de 29 de Dezembro de 1921 e inaugurado em 1923, pelo então Governador do estado de São Paulo, o advogado e historiador Washington Luiz, o Museu Repulicano Convenção de Itu/SP, está situado no antigo Solar da Família Almeida Prado, onde foi realizada a primeira reunião responsável pela formação do Partido Republicano Paulista (PRP), em 1873.


A instituição conserva em seu interior um rico acervo de fotos, documentos, objetos e obras de arte, tornando-se especializada no campo da História e da Cultura Material da sociedade brasileira entre a segunda metade do séc. XIX e primeira metade do séc. XX.
Atualmente o MRCI funciona como extensão do Museu Paulista da USP (conhecido como "Museu do Ipiranga"), possuindo 3 sedes:

- O Museu de História, localizado no sobrado oitocentista (foto acima); 
- O Centro de Estudos, que abriga a biblioteca, a área administrativa e a área científica e de curadoria, localizado na "Casa do Barão" (antiga Prefeitura Municipal de Itu/SP);
- "Casa da USP", onde funciona as atividades de conservação e restauro dos acervos.

Fonte: site do Museu Republicano Convenção de Itu/SP 
 

A bandeira de Itu/SP

Aí estão: O Rio Tietê (faixa horizontal azul) e seus afluentes (faixa vertical também azul) marcando, pela sua disposição no campo da bandeira, os quadrantes da Pátria una e indivisível, às suas margens, fixando através do friso amarelo-ouro, resplandece o espírito ituano, nas suas ásperas lutas de conquista e de colonização, para o bem da Pátria.
No entroncamento das duas faixas azuis, a figura branca do círculo, fechada pela linha da circunferência de sentido heráldico, traduzindo o eterno e o indestrutível, abrigando em seu centro o Brasão de Armas da Cidade de Itu, ponto de irradiação das duras ações por aqueles cursos d’água a serviço da Pátria.
Às margens do Rio Histórico, surgem 3 estrelas simbolizando a contribuição indestrutível e perene da gente ituana, na formação do organismo pátrio:

 Berço de Bandeirantes;
Celeiro de vultos imortais da nossa História;
Ninho de artistas do mais alto padrão espiritual, dentro das tradições e arte brasileira.

Fonte: Site da Prefeitura da Estância Turístca de Itu/SP.


2.3.12

Igreja Matriz

A Igreja Matriz foi construída sob as ordens de Pe. João Leite Ferraz, filho do Sargento-mór Antonio Ferraz de Arruda e D. Maria Pacheco de Souza Menezes. Para levantar as paredes feitas de terra de pedregulho pilado, foi contratado - diretamente de Sorocaba - José de Barros Dias, que trouxe escravos e carros de bois para o serviço. 
Para fabricar as telhas, Pe. João Leite disponibilizou seu próprio sítio - situado a margem do Rio Tietê - onde montou uma olaria. Mais tarde, com todas as telhas prontas, o padre convocou os cristão ituanos, a fim de as buscarem e cobrirem a Igreja. Essa operação durou vários domingos e outros dias santificados. 
Em 1780, finalmente, foi inaugurada a Matriz de Itu. Posteriormente, com o avançar dos anos, foram realizadas várias obras de reformas estéticas e funcionais, como por exemplo, a capela do Santíssimo, a troca do assoalho da igreja por um belo revestimento de mosaico e a Gruta de Lourdes, graças a D. Eliza Margarida Galvão de Camargo, além da instalação elétrica - bastante moderna para a época.
Segundo o ituano Francisco Nardy Filho, a Matriz de Itu é, talvez, o mais belo templo do estado de São Paulo, caracterizando-se pela arquitetura românica, sua luminosidade, ventilação, obras de entalhe - referentes ao Barroco e Rococó - e pelos altares laterais, de "fino e belo gosto", afirma o historiador.
O viajante francês, Auguste de Saint Hilaire, em seu livro "Viagem através das províncias de São Paulo e Santa Catarina", ao referir-se sobre a Matriz ituana, escreveu: "[...] é decorada com gosto e conservada com apurada limpeza. Com uma extensão de 57 passos de comprimento, tendo de cada lado da nave dois altares, além de outros colocados obliquamente, na entrada da capela-mór, com colunas magnificamente torneadas e douradas. O seu teto é pintado de belas pinturas por um artista, que, apesar de não ter tido escola nem bons modelos, demonstra, contudo, qualidades admiráveis".

Esse artista era José Patrício da Silva e Jesuíno Francisco de Paula Gusmão, posteriormente conhecido como Pe. Jesuíno do Monte Carmelo, ambos nascidos em Santos.

Foto: Igreja Matriz de Itu. (A esquerda, em 2º plano, a Igreja do Carmo e ao centro da foto, em 3º plano, pode-se observar as torres da Igreja de N. Sra. do Patrocínio). 
Créditos: Jonas Soares de Souza/Grupo Fotos Antigas de Itu/SP.
Fontes: NARDY FILHO, Francisco. "A Cidade de Ytu". Itu: Ottoni editora, vol.01; 2ª ed. 2000.

1.3.12

Grupo Fotos Antigas de Itu/SP

Matéria publicada no site itu.com, sobre o Grupo Fotos Antigas de Itu/SP, grande colaborador desse blog que vos fala. 

"Os membros já se encantaram com o grupo, que consegue instigar os olhares mais curiosos. Jovens e adultos fazem parte deste cenário intelectual, histórico e apaixonante que tem muito a dizer sobre a vida".


Leiam a reportagem!! 
http://conv.ly/g1






Foto: Antigo Café Eridano, atualmente situa-se o prédio do Banco do Brasil, na Rua Floriano Peixoto.
Créditos: Grupo Fotos Antigas de Itu/Ivana Brock/Nininha (Norma).

Simplício, o "Hómi" de Itu

Antes da carreira artística, Simplício trabalhou como vendedor em um armazém e também numa fábrica de tecidos em Itu, além de ter sido pipoqueiro, engraxate, jornaleiro e vendedor de lanche nos trens. Ele gostava muito de música e tocava bateria, e chegou a ser Secretário Municipal da Cultura e Turismo em Itu.
 
Seu interesse pela carreira artística surgiu quando ele assistiu a um espetáculo de circo que passava pela cidade. Ele impressionou-se a ponto de deixar sua cidade e ir embora junto com os artistas do circo, tornando-se um deles.
Já morando na cidade de São Paulo, passou a trabalhar em programas humorísticos nas rádios Cultura (com o programa O Clube dos Mentirosos) e Pirapitininga (com o programa Torre de Babel). Ele fez parte do primeiro programa de humor da televisão brasileira, A Praça da Alegria, veiculado pela TV Tupi, a convite de Manuel de Nóbrega.

Foi na Rede Globo, em 1967, onde ele começou a fazer o personagem que divulgava Itu como "a cidade onde tudo é grande" – o que começou como piada mas acabou virando marca da cidade, tornando Simplício muito querido entre seus conterrâneos. Numa das clássicas cenas de seu personagem de Itu, este entrava em cena com a mulher, Ofélia, e dizia o texto (com um carregado sotaque interiorano): "Vai, Ofélia, diga para o homem de que tamanho é a abóbora lá de Itu!" – ao que a mulher respondia, abrindo os braços: "É deste tamanho!" – e ele retrucava, bravo: "Não Ofélia, não é a pitanga, é a abóbora!"

"Eu sempre fui um cara muito simples, quase simplório, aí começaram a me chamar de Simplício" – disse ele